Robôs e bengalas inteligentes disputam prêmio de inovação
Três estudantes brasileiros, Amanda Wilmsen, Gustavo Cordoni e Rafael Meneses, estão entre os 15 finalistas do Prêmio Na Prática 2026, uma competição que busca reconhecer estudantes que se destacam em projetos com impacto econômico, social ou tecnológico.
Os finalistas
Amanda Wilmsen, de 22 anos, é uma gaúcha que desenvolveu o r-inspect, um software que digitalizou um processo de inspeção manual usado há 38 anos. Ela é a primeira brasileira e uma das 18 mulheres no grupo internacional de 300 inspetores-chefes de robôs.
Um processo de 38 anos
Amanda entrou para a FIRST, a maior competição de robótica educacional do mundo, aos 14 anos. Ela desenvolveu o r-inspect, software que digitalizou um processo de inspeção manual usado há 38 anos.
Organiza eventos da modalidade desde os 15 anos, em mais de dez estados, no Uruguai e nos Estados Unidos, e acompanhou o salto de oito para 220 equipes no Brasil. Hoje, ela integra o Comitê Nacional de Robótica do SESI.
Um Everest e uma startup de M&A
Gustavo Cordoni, de 24 anos, é um paranaense que escala desde os 14 anos. Neste ano, ele completou o chamado Double Head: subiu o Everest e o Lhotse, a montanha mais alta e a quarta mais alta do mundo, em menos de 24 horas.
Ele fundou a Tukana AI com o irmão após estagiar na área de fusões e aquisições de um escritório. A plataforma reúne dados de 27 bases públicas para identificar riscos e organizar essas operações, que costumam ser lentas e manuais.
Um obstáculo que a bengala não alcança
Rafael Meneses, de 23 anos, é um pernambucano que desenvolveu a BIA Radar, um dispositivo que se prende a qualquer bengala branca e vibra para avisar sobre obstáculos fora do alcance dela.
Ele fundou a Neosenti e criou a BIA Radar, que venceu um desafio nacional de bengalas inteligentes da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com o governo do Paraná.
Os prêmios
Cada região terá um vencedor, e um dos cinco receberá também o título nacional. Os premiados viajarão por uma semana à China, com custos pagos, para conhecer o ecossistema de inovação do país.
Um ecossistema de inovação
Os vencedores da primeira edição passaram por Pequim e Xangai, com visitas a empresas como a Alibaba e a centros de saúde e robótica.
Os prêmios têm apoio do BTG Pactual e da Suzano. A EXAME é parceira de mídia da premiação.
Os projetos
Os três projetos que os finalistas desenvolveram saíram da universidade para resolver problemas concretos: o acesso restrito à robótica educacional, a lentidão das fusões e aquisições e os acidentes de pessoas cegas com obstáculos que a bengala não detecta.
Um futuro de inovação
Os três finalistas falam menos do troféu e mais do que vem depois dele. Eles estão determinados a levar tecnologia feita no Brasil a quem costuma ficar de fora.
Os projetos que eles desenvolveram têm o potencial de mudar a vida de muitas pessoas. Eles são um exemplo de como a inovação pode ser usada para resolver problemas concretos e melhorar a sociedade.
Conclusão
Os três finalistas do Prêmio Na Prática 2026 são exemplos de como a inovação pode ser usada para resolver problemas concretos e melhorar a sociedade. Eles estão determinados a levar tecnologia feita no Brasil a quem costuma ficar de fora.
Os prêmios têm apoio do BTG Pactual e da Suzano. A EXAME é parceira de mídia da premiação.