Um novo cenário para as empresas
Com a inteligência artificial deixando de ser um assunto restrito à área de tecnologia, ela agora ocupa a pauta de reuniões de diretoria, comitês de estratégia e conselhos de administração, em empresas de todos os portes e setores. No entanto, a pergunta que domina essas discussões está mal colocada, segundo José Cláudio Securato, CEO da Exame Educação e fundador da Saint Paul Escola de Negócios.
Uma pergunta errada
Segundo Securato, o erro está em tratar o tema da inteligência artificial como escolha de ferramenta, quando, na prática, ele exige outra pergunta: como a IA muda a forma como a empresa compete, decide e gera valor. Decidir sobre IA sem repertório é decidir no escuro, o que pode levar a consequências negativas para a empresa.
Da percepção técnica à decisão de negócios
Um levantamento global da consultoria McKinsey mostra que a quase totalidade das empresas já investe em inteligência artificial, mas apenas uma fração mínima considera ter atingido maturidade real na adoção da tecnologia. Isso significa que a maioria das empresas está apenas experimentando com a IA, sem transformar a tecnologia em benefícios reais para a empresa.
Um papel de liderança redesenhado
Para Securato, esse cenário redesenha o papel de quem lidera. O papel do executivo não é programar a inteligência artificial, é decidir como utilizá-la, afirma. Isso significa que os líderes precisam ter uma visão executiva sobre estratégia, modelos de negócio, governança de dados e liderança de transformação.
Um MBA tradicional não resolve mais
Durante décadas, um MBA garantia repertório suficiente para anos de carreira, mas esse prazo de validade encolheu. Segundo Securato, o mercado, a tecnologia e os modelos de negócio mudam de tema com uma frequência que nenhum ciclo acadêmico tradicional acompanha, e isso exige um tipo de formação diferente da que existia até aqui: mais curta, mais aplicada e construída para quem já decide, não para quem está começando.
Uma vantagem competitiva humana
Um dos pontos centrais da fala de Securato inverte a lógica mais comum sobre inteligência artificial no ambiente corporativo. A tecnologia vai continuar evoluindo, mas a vantagem competitiva das empresas, segundo ele, permanece humana, ligada à capacidade de interpretar o que a IA entrega e transformar isso em decisão.
Um programa para quem já decide
Para atender executivos nessa posição, a Saint Paul Escola de Negócios criou o Pós-MBA em Inteligência Artificial, programa presencial de aproximadamente três meses, estruturado em seis sábados alternados, voltado a profissionais que já ocupam posições de decisão, como diretores, gerentes seniores, heads e founders.
Um repertório que muda de tema
O programa não ensina ferramentas de IA nem forma especialistas técnicos. A proposta é desenvolver visão executiva sobre estratégia, modelos de negócio, governança de dados e liderança de transformação, temas que aparecem com frequência crescente em conselhos e comitês, mas para os quais poucos executivos tiveram formação estruturada.
Como participar do Pós-MBA em Inteligência Artificial
O programa é voltado a coordenadores seniores, gerentes, heads, diretores, empresários e founders responsáveis por decisões estratégicas sobre tecnologia e competitividade. Para saber mais sobre o programa e como participar, é possível falar com um consultor da Saint Paul.