Transformação Digital e a Nova Responsabilidade
Com a evolução da inteligência artificial (IA), as empresas estão começando a delegar tarefas a agentes de IA, que podem sugerir e executar ações de forma autônoma. De acordo com a Gartner, até 2028, cerca de 15% das decisões do dia a dia de trabalho serão tomadas de forma autônoma por agentes, contra praticamente nenhuma em 2024. Isso traz uma pergunta fundamental: quando parte da entrega foi feita por uma máquina, quem responde pelo resultado?
Responsabilidade e Governança
Na verdade, a responsabilidade não se delega a uma máquina. A empresa é responsável por toda informação publicada no próprio site, incluindo aquela que vem de um chatbot. Isso vale para dentro das empresas também. Um agente não assina relatório, não responde a auditoria nem explica ao cliente por que o prazo foi perdido. Quem responde é o profissional que o colocou em operação e o gestor que aprovou o uso.
Um Caso de Referência
Um caso no Canadá virou referência sobre o tema. Em 2022, após a morte da avó, o passageiro Jake Moffatt consultou o assistente virtual da Air Canada sobre a tarifa especial para viagens de luto. A resposta do chatbot estava errada, e o reembolso prometido foi negado. Na disputa, a companhia aérea argumentou que o chatbot era uma entidade separada, responsável pelos próprios atos. O tribunal de British Columbia rejeitou a tese e decidiu que a empresa responde por toda informação publicada no próprio site, venha ela de uma página estática ou de um chatbot.
Os Desafios da Implementação
Além disso, a implementação de agentes de IA pode trazer outros desafios. Mais de 40% dos projetos com agentes de IA podem ser cancelados até o fim de 2027, por custos crescentes, valor de negócio pouco claro ou controles de risco insuficientes. O terceiro motivo é uma questão de gestão. Um agente sem dono definido tende a operar sem ninguém que verifique a qualidade da entrega, que saiba quando interrompê-lo ou que responda quando algo dá errado.
Um Objetivo Claro
Para gerentes, heads e coordenadores, a resposta tem menos a ver com tecnologia do que com uma competência antiga da liderança: definir com clareza quem é dono do quê. Definir responsáveis, critérios e limites para o uso de agentes é uma tarefa de gestão. O Programa Executivo Gestão e Estratégia com IA, da Saint Paul, prepara líderes para conduzir essa transição na própria área.
Um Programa de Formação
Esse programa de formação oferece seis encontros, com 72 horas de formação, sendo 48 horas em sala e 24 horas de atividades individuais. O objetivo é levar a IA da experimentação para a rotina da área, com impacto em processos, equipes e resultados. O programa ensina a trabalhar com agentes de IA, governança no uso de IA pela equipe e competências em gestão da mudança, cultura organizacional, desenvolvimento de pessoas e políticas internas.
Um Corpo Docente Experiente
Entre os professores do programa estão Ricardo Freitas Silveira, doutor em Direito e especialista em compliance, proteção de dados e IA, e Keitiline Viacava, doutora em Psicologia com atuação em governança decisória. O corpo docente também inclui Adriano Mussa, reitor da Saint Paul, e Marcos Paulo Sanchez, CTPO da EXAME e da Saint Paul.
Quando e Como
A primeira turma começa em 17 de outubro, com seis encontros presenciais ou ao vivo remotos. É uma oportunidade para líderes desenvolverem agentes, discutam casos reais e levem os desafios das próprias equipes para a sala.