Competência em IA é Fator Decisivo no Conselho de Administração
Com a rápida evolução da inteligência artificial (IA), as empresas estão começando a perceber a importância de ter conselheiros com experiência nesse campo. De acordo com um estudo do MIT Center for Information Systems Research (CISR), as empresas com conselhos fluentes em tecnologia digital e IA têm um retorno sobre o patrimônio 10, 9 pontos percentuais acima da média do setor, enquanto as empresas sem essa competência ficam, em média, 3, 8 pontos abaixo.
Um Novo Perfil de Conselheiro
Em uma pesquisa da Deloitte com cerca de 700 conselheiros e executivos de 56 países, 40% afirmam estar repensando a composição do board por causa da IA. Além disso, 66% dizem que seus conselhos têm pouco ou nenhum conhecimento sobre a tecnologia. Isso levanta uma pergunta prática para acionistas, presidentes de conselho e executivos que querem ocupar uma cadeira: o que, afinal, indica que um conselheiro está preparado para a era da IA?
Experiência em IA é Rara no Conselho
Segundo a ISS-Corporate, apenas 20% das empresas do S&P 500 informavam, em 2024, ter pelo menos um conselheiro com experiência na tecnologia. Em 2022, eram 11%. Um relatório da Conference Board, de abril de 2026, mostra a mesma distância. Entre 2023 e 2025, a parcela de empresas do S&P 500 que citam a IA como risco saltou de 12% para 83%. Mesmo assim, só 21% dos executivos ouvidos pretendem incluir no board novos conselheiros com experiência específica em IA ou tecnologia.
Entender o Impacto no Negócio é Mais Importante que o Diploma Técnico
O primeiro critério desfaz um equívoco comum de que o conselheiro preparado para a IA não precisa ser engenheiro nem cientista de dados. O MIT CISR define a competência que procura como a compreensão, construída com experiência e estudo, do impacto que as tecnologias emergentes terão sobre o sucesso das empresas na próxima década. Na prática, isso significa ter liderado ou acompanhado de perto uma transformação digital, saber reconhecer quando um projeto tem potencial de escala e entender como a tecnologia mexe com o modelo de receita.
Um Bom Conselheiro Pergunta as Perguntas Certas
Os conselhos não executam, eles supervisionam. Por isso, a Deloitte, no roteiro de governança de IA que publica para conselhos, afirma que os conselheiros precisam entender a tecnologia o suficiente para fazer as perguntas certas. Um bom teste é observar como o candidato questiona um projeto de IA apresentado pela gestão. Ele pergunta por métricas de retorno, critérios para encerrar o piloto, origem dos dados e responsáveis? Ou só aprova e comenta que a empresa precisa inovar ?
Enxergar o Risco Além da TI
A IA ampliou o mapa de riscos que chega ao board: vazamento de dados, ataques com deepfake, vieses em decisões automatizadas e exposição regulatória. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados prevê multa de até 2% do faturamento, limitada a R$ 50 milhões por infração. O conselheiro preparado relaciona esses temas à estratégia, em vez de tratá-los como problema técnico.
Um Único Especialista Não Resolve
Um erro frequente é contratar um conselheiro de tecnologia e deixar o tema só com ele. O próprio MIT CISR só considera um conselho digitalmente preparado quando pelo menos três conselheiros têm essa competência. Com um só, o tema vira nicho, e as decisões continuam sendo tomadas por quem não domina o assunto.
Competência em IA é Fator Decisivo no Conselho de Administração
Com a rápida evolução da IA, as empresas estão começando a perceber a importância de ter conselheiros com experiência nesse campo. O Programa de Inteligência Artificial para C-levels, Conselheiros e Acionistas, da Saint Paul, forma líderes para essa nova exigência. Conheça seus módulos.
Principais Módulos do Programa
- Governança de IA
- Impacto da IA no Negócio
- Competência em IA para Conselheiros
- Enxergar o Risco Além da TI
- Um Único Especialista Não Resolve