Um Desafio para os Líderes
Desde a publicação do artigo de Jim Loehr e Tony Schwartz na Harvard Business Review há mais de vinte anos, a ideia de tratar os executivos como atletas de alto nível tem sido uma questão que merece atenção. A tese simples, mas profundamente relevante, é que os líderes devem ser tratados como atletas que precisam de treino, preparação, intervalo e recuperação para manter seu desempenho de alta qualidade.
Os Aprendizados do Esporte
Um dos principais aprendizados do esporte é que o desempenho é uma oscilação. Loehr observou que os melhores tenistas do mundo não são necessariamente os que jogam melhor os pontos, mas sim os que usam melhor os segundos entre um ponto e outro. Eles ajustam a respiração, olham para as cordas da raquete e repetem o mesmo ritual, o que ajuda a acelerar o coração e a preparar o corpo para o próximo ponto.
Desempenho é Oscilação
- Os melhores tenistas usam melhor os segundos entre um ponto e outro.
- Eles ajustam a respiração e olham para as cordas da raquete.
- Repetem o mesmo ritual para preparar o corpo para o próximo ponto.
Carga é Medida
Outro aprendizado importante é que a carga é medida. Qualquer clube de futebol sério sabe quantos quilômetros cada jogador correu, quantos fez e quanto tempo precisa até estar inteiro de novo. Com base nisso, o técnico decide quem joga, quem treina leve e quem fica no banco.
Importância da Recuperação
Além disso, o que o atleta sente importa tanto quanto o que os números mostram. Os preparadores físicos perguntam todos os dias como ele dormiu e qual foi o esforço percebido no treino. E cruzam essa resposta com os dados. Porque existe o jogador que diz estar ótimo e o corpo mostra o contrário. E existe o que reclama de cansaço, mas está em plena forma.
Os Gargalos nas Organizações
Quando olho para as organizações que acompanho, vejo os mesmos gargalos se repetindo. Medimos o placar e medimos o esforço. Sabemos as metas batidas e, às vezes, as horas trabalhadas. Quase nunca sabemos quanto de reserva as pessoas ainda têm. Nas pesquisas de clima, a pergunta sobre estresse aparece entre as piores avaliações em praticamente todas as empresas.
Problemas nas Organizações
- Medimos o placar e medimos o esforço.
- Sabemos as metas batidas e, às vezes, as horas trabalhadas.
- Quase nunca sabemos quanto de reserva as pessoas ainda têm.
O que Pode Ser Feito
A boa notícia é que nada disso exige grandes programas. Exige gestão. Alguns exemplos que já vi funcionar são:
Reuniões de 25 e 50 minutos
Reuniões de 25 e 50 minutos, não de 30 e 60. E o intervalo é para ser usado: três minutos para anotar a decisão tomada, o próximo passo e o responsável antes de entrar na próxima sala.
Blocos de Foco
Blocos de foco protegidos na agenda. Uma manhã por semana, ou dois blocos de 90 minutos, sem reuniões e sem notificações, combinados com o time. Quem precisa pensar, escrever ou analisar ganha o equivalente a um treino técnico.
Um Líder que Seja Técnico
Em resumo, a metáfora do atleta corporativo pede uma mudança no papel do líder. Muitos gestores ainda agem como torcedores: cobram o resultado, vibram com a vitória, reclamam da derrota. O técnico faz outra coisa. Ele administra a capacidade do elenco ao longo da temporada inteira, sabendo que o jogo de hoje não pode custar o campeonato.