Executiva fala sobre diversidade e tecnologia

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Publicado em 23 de outubro de 2026

Em um cenário marcado por uma crescente demanda por lideranças femininas em conselhos de administração, Ana Paula Zamper compartilhou sua experiência única em uma plataforma de rede profissional. Com mais de 30 anos de trajetória em multinacionais de tecnologia, ela abriu caminho para uma nova etapa de sua carreira, focada em diversidade e inovação.

Um Caminho Não Automático

Segundo Ana, o processo de se tornar uma conselheira de administração não é algo que ocorra de forma automática. Após mais de três décadas na IBM, ela sentiu que era hora de experimentar novos caminhos, com mais autonomia e liberdade de escolha. Isso não significava, porém, que ela estivesse contra a vida corporativa, mas sim a favor de um novo ciclo.

Preparação e Conexão

Um Novo Ciclo de Conhecimento

Em 2017 e 2018, ainda executiva da IBM, Ana cursou o ABP-W, Advanced Boardroom Program for Women. O programa da Saint Paul é voltado a executivas C-level, diretoras e herdeiras que querem ocupar assentos em conselhos ou ter uma relação mais estratégica com o conselho de suas empresas. Com essa formação sólida em governança, Ana ampliou sua visão e contribuiu para as escolhas que fiz anos depois.

Conhecendo Outras Realidades

Segundo ela, o programa trouxe uma formação sólida em governança, mas também trouxe, principalmente, a convivência com profissionais que ela leva até hoje para a vida pessoal e profissional. A experiência foi tão enriquecedora que Ana passou a aplicar os conceitos de governança vistos no ABP-W e percebeu que a dinâmica de um conselho vai além da teoria.

Conselhos Sem Clones

Diversidade Real de Pensamento

Segundo Ana, conselhos não precisam de clones, mas de diversidade real de pensamento. Para ela, experiências e perspectivas diferentes enriquecem as decisões e ajudam as empresas a enfrentar desafios como transformação digital, inteligência artificial e governança. Na avaliação dela, os conselhos brasileiros ainda estão nos primeiros estágios de uma diversidade efetiva, de gênero e cognitiva.

Um Novo Papel

Responsabilidade e Conhecimento

Hoje Ana está à frente de um programa na mesma escola em que estudou. Ela diz que conhecer os bastidores aumentou o valor que dá ao esforço da escola e dos professores para oferecer conteúdo relevante e atualizado. A passagem de aluna a diretora também reforçou uma convicção antiga: aprender não é uma etapa da carreira, é um compromisso permanente, especialmente num mundo em que o conhecimento envelhece cada vez mais rápido.

Uma Mensagem de Inspiração

Construir Referências e Ampliar Espaço

Para as mulheres que chegam aos conselhos, Ana vê uma responsabilidade a mais: estar muito bem preparadas, entregar valor e construir referências que abram caminho para outras. “Não basta conquistar uma cadeira. É preciso fazer diferença nela e ajudar a ampliar o espaço para quem vem depois”, finaliza.

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