Trabalhadores usam pontos fortes e se engajam
Um problema global, um desafio brasileiro
Em um mundo onde a produtividade e a motivação no trabalho são fundamentais para o sucesso de qualquer empresa, um dado alarmante chama a atenção: apenas 32% dos trabalhadores brasileiros se dizem engajados no trabalho, de acordo com o relatório State of the Global Workplace 2026, da consultoria americana Gallup. Este índice supera a média mundial, que caiu para 20%, o menor nível desde 2020. Embora seja um avanço em relação à média global, significa que dois em cada três profissionais no país trabalham sem grande envolvimento com o que fazem.
Um fator decisivo: saber o que você faz bem
Entre os fatores que a Gallup associa ao engajamento, há um que depende pouco da empresa e muito de cada pessoa: saber o que você faz bem e conseguir usar isso no dia a dia. É um conceito simples, mas que pode mudar a relação com o trabalho. Pessoas que usam seus pontos fortes todos os dias têm seis vezes mais chance de estarem engajadas no trabalho, de acordo com um levantamento publicado no Gallup Business Journal.
Os benefícios do uso de pontos fortes
- Redução do estresse: entre os americanos que usam seus pontos fortes por três horas ou menos por dia, 52% relatam estresse, enquanto entre os que usam por dez horas ou mais, o índice cai para 36%
- Melhoria da produtividade: quando as pessoas fazem aquilo em que são boas, elas se sentem mais motivadas e produtivas
- Melhoria da saúde mental: o uso de pontos fortes pode ajudar a reduzir o estresse e melhorar a saúde mental
Identificando os pontos fortes: uma questão difícil
Muita gente trava na primeira pergunta: quais são seus pontos fortes? A resposta genérica sou proativo ou trabalho bem em equipe não diz muito sobre ninguém. A dificuldade está em como a gente se observa. Os erros chamam atenção e viram assunto, enquanto o que sai bem, e com pouco esforço, passa despercebido justamente por parecer natural.
Algumas perguntas simples para começar
- Em que as pessoas costumam pedir sua ajuda? Os pedidos recorrentes de colegas, amigos e professores dizem muito sobre o que os outros enxergam em você.
- Que tarefas fazem você perder a noção do tempo? Atividades que energizam, em vez de cansar, costumam estar ligadas a talentos.
- O que você aprende mais rápido que a média? Facilidade para pegar um assunto novo é um sinal forte, mesmo quando ainda falta experiência.
- Quais elogios você já ouviu mais de uma vez? Um comentário isolado pode ser gentileza. Um padrão merece atenção.
Do diagnóstico ao plano
Identificar os pontos fortes é a primeira parte. A segunda é usar essa informação para decidir: em que tipo de vaga se candidatar, que tarefas pedir ao chefe, que habilidade desenvolver em seguida. Conhecer também os pontos que precisam melhorar completa o quadro, sem que eles virem o centro de tudo.
Autoconhecimento: uma vantagem que só depende de você
Com dois em cada três brasileiros desengajados, saber o que você faz bem pode ser uma das poucas vantagens que só dependem de você. O curso Autoconhecimento, do Na Prática, é 100% online e gratuito, com 5 horas de videoaulas curtas e atividades práticas. As aulas ajudam a identificar padrões de comportamento, revisitar a própria história, reconhecer pontos fortes e oportunidades de desenvolvimento e montar um plano inicial de desenvolvimento pessoal.