Desafios da Liderança em Tempos de Mudanças
Em um cenário em que a Previdência Social concedeu mais de 546.254 benefícios por incapacidade temporária ligados a transtornos mentais e comportamentais em 2025, as empresas brasileiras enfrentam um grande desafio na liderança atual. A atualização da NR-1, em vigor desde 26 de maio, exige que as empresas incluam os riscos psicossociais no gerenciamento ocupacional, o que pode ser um grande obstáculo para muitas organizações.
Capacitação de Lideranças: O Grande Desafio
De acordo com um levantamento da EXEC, a capacitação de lideranças é o maior desafio para aplicar a NR-1, apontado por 34, 8% dos participantes. Isso é especialmente verdadeiro em setores como varejo, onde a grande quantidade de colaboradores e unidades pode dificultar a aplicação de treinamentos.
Os Outros Obstáculos
- A adequação de políticas e procedimentos internos, apontada por 17, 4% dos participantes;
- A comunicação das mudanças aos colaboradores, apontada por 13% dos participantes;
- A coordenação com a área de Segurança do Trabalho, apontada por 8, 7% dos participantes.
Por Que a Capacitação é Tão Importante?
De acordo com Camila Marion, sócia da EXEC, a capacitação é fundamental para que os líderes possam conduzir seus times de forma eficaz e criar um ambiente de trabalho saudável. Os líderes que resistem a mudar a forma de conduzir seus times são um grande obstáculo para a aplicação da NR-1, diz ela.
Os Riscos Psicossociais Não Desaparecem por Simplesmente Estarem Registrados
Marion destaca que os riscos psicossociais não desaparecem por simplesmente estarem registrados em uma planilha. Fatores como metas, pressão, sobrecarga, qualidade da liderança, comunicação e desenho de processos afetam o colaborador e também a performance da empresa, diz ela.
O Líder do Futuro
Marion reconhece que o mercado ainda recompensa quem entrega resultado à custa do desgaste da equipe. No entanto, ela acredita que esse modelo tende a ser cada vez mais questionado, com o fortalecimento da norma e das exigências regulatórias e reputacionais. O líder do futuro será reconhecido não apenas pelo resultado que entrega, mas pelo legado humano que deixa na equipe, diz ela.