Buffett ajuda investidores a ganhar mais
Um conselho financeiro que vale ouro
Em uma década, a maioria dos investidores brasileiros perdeu dinheiro em fundos de ações. Entre os fundos de grandes empresas, foram 80, 5% que renderam menos que o próprio mercado, segundo o relatório SPIVA América Latina. Warren Buffett defende há décadas que pagar caro para tentar bater o mercado não compensa. O conselho do bilionário é simples: investir em fundos de índice de baixo custo.
Por que o conselho de Buffett é tão importante
Para quem decide como investir o caixa de uma empresa, os recursos de um fundo de pensão ou o patrimônio de uma holding familiar, a tese de Buffett vai além do conselho financeiro. Ela é um teste de governança. As informações foram retiradas de Business Insider.
Um teste de governança
As políticas de investimentos, a gestão de riscos e a criação de valor estão entre os temas do programa Finanças Estratégicas para C-Level e Conselheiros, da Exame | Saint Paul. Conheça o programa.
Uma aposta de US$ 1 milhão
Em 2008, Buffett apostou US$ 1 milhão que um fundo de índice superaria, ao longo de dez anos, uma carteira de fundos de hedge escolhida por um gestor profissional, já descontados custos e taxas. Quem aceitou o desafio foi a Protégé Partners. Até o fim de 2016, o fundo de índice rendia em média 7, 1% ao ano, contra 2, 2% dos fundos escolhidos pelo adversário, segundo a carta de Buffett aos acionistas daquele ano, reproduzida pela Nasdaq.
Os dados mostram a verdade
Os relatórios SPIVA, que comparam fundos ativos com seus índices de referência, sustentam a tese. Nos Estados Unidos, 85, 6% dos fundos de grandes empresas ficaram abaixo do S&P 500 em dez anos, e 92, 9% em 20 anos, segundo o SPIVA de 2025. Conduzido por Jorge Louzada, que dirigiu a gestão de fundos da CAIXA Asset, o FECC prepara conselheiros e executivos para avaliar decisões financeiras com critério técnico.
Por que a tese interessa a quem está no conselho
A lição de Buffett tem pouco a ver com escolher ações. Ela está na forma de olhar três decisões que passam pela mesa do conselho: o custo, a confiança nas previsões e o critério de avaliação. Um gestor ou uma área de tesouraria só pode ser bem avaliado quando há um índice de referência definido antes, com prazo compatível com o objetivo do dinheiro.
Um risco: a concentração
A estratégia tem riscos. Hoje, as dez maiores empresas respondem por cerca de 40% do valor do S&P 500, e a maioria delas aposta alto em inteligência artificial. A Nvidia se aproxima de US$ 6 trilhões em valor de mercado. Apple e Alphabet passam de US$ 4 trilhões cada uma. Michael Burry, gestor que ficou famoso por prever a crise de 2008, é um dos que alertam para o risco de o dinheiro entrar no mercado sem critério e deixá-lo mais caro e mais frágil.
Um conselho de longo prazo
Para Buffett, a confiança no índice vem de uma aposta de longo prazo na economia americana. Em artigo publicado no auge da crise de 2008, ele lembrou que, no século 20, os EUA passaram por duas guerras mundiais, pela Grande Depressão e por dezenas de recessões, e ainda assim o índice Dow Jones saiu de 66 para 11.497 pontos.
Um programa para conselheiros e executivos
Do cenário macroeconômico ao mercado de derivativos, o programa reúne em oito módulos as competências que hoje se esperam de quem ocupa uma cadeira em conselho. Veja a estrutura do curso.
- Política de investimentos
- Gestão de riscos
- Criação de valor
- Concentração de riscos
- Confiança nas previsões
- Critério de avaliação
- Longo prazo
- Macro econômico