Para evitar que a inteligência artificial (IA) tome o controle do nosso pensamento, é fundamental realizar uma autoanálise antes de usar essas ferramentas. É essa a posição defendida por Erica Dhawan, especialista em liderança, em seu artigo publicado na CNBC Make It.
Uma forma de proteger a perspectiva
Para o seu próximo livro, previsto para janeiro de 2027, Dhawan entrevistou pessoas em cinco continentes para entender o que separa quem usa a IA para pensar melhor de quem se rende a ela. A pergunta nasceu de um incômodo pessoal: Dhawan conta que vinha se sentindo cada vez mais desconfortável com o próprio uso da tecnologia.
Um cliente em risco
Um cliente dela mostra o risco. Recém-promovido a vice-presidente sênior, ele passou a deixar um assistente de IA redigir suas respostas de e-mail. Meses depois, na avaliação feita pela equipe, um colega escreveu que ficou difícil saber o que ele pensava sobre qualquer assunto.
Uma pesquisa alarmante
Em estudo da Wharton com 1.372 participantes, cerca de 80% dos que consultaram um chatbot no primeiro experimento seguiram a resposta quando ela estava errada, e a ferramenta aumentou a confiança deles mesmo assim.
As cinco perguntas
Para evitar que a IA tome o controle do nosso pensamento, Dhawan recomenda responder em cinco minutos às seguintes perguntas antes de usar a ferramenta:
- O que eu acredito sobre isso?
- É a primeira das três perguntas que Dhawan recomenda responder em cinco minutos, antes de usar a ferramenta. As outras são que problema você está realmente resolvendo e como seria um resultado ruim.
- Outra pessoa poderia ter escrito isso?
- Qual é a parte mais fraca do que eu fiz?
- Consigo explicar como cheguei aqui?
- Consigo ouvir sem preparar a resposta?
Uma prática que importa
A prática faz parte do que a psicóloga Sumona De Graaf chama de sanduíche de pensamento: pense, use a IA, pense de novo. A ordem importa. Se a máquina fala primeiro, você pode adotar um ponto de vista sem perceber que nunca formou o seu.
Uma IA que não sabe quem você é
A IA não sabe quem você é. Elas dependem de conhecer suas convicções, suas dúvidas, seu jeito de trabalhar e suas reações sob pressão. No começo da carreira, quando muita gente ainda está formando essa imagem de si, é tentador pedir a opinião pronta.
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