Um Passo em Direção à Saúde Mental
Em um cenário marcado por 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2025, o Brasil registrou o maior número em pelo menos uma década, com alta de cerca de 15% sobre o ano anterior, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social. Nesta sexta-feira, 9, a Lundbeck Brasil, braço da farmacêutica dinamarquesa especializada em doenças do cérebro, respondeu a esse cenário de forma inovadora: desligou a operação e deu o dia de folga a todos os funcionários.
Uma Empresa que Pratica o que Prega
A iniciativa da Lundbeck Brasil é reflexo de sua missão de cuidar da saúde mental de seus funcionários. Saúde mental não deve entrar na conta como custo. É o maior investimento que uma empresa pode fazer, afirma Josiel Florenzano, presidente da Lundbeck Brasil. Quando cuidamos do bem-estar das nossas equipes, estamos também investindo em engajamento, criatividade e resultados sustentáveis.
Um Negócio que Sabe do Valor da Saúde Mental
A Lundbeck desenvolve tratamentos para depressão, ansiedade e outras doenças do cérebro, e a direção entende que seria incoerente falar de saúde mental para pacientes e médicos sem aplicar os mesmos princípios dentro de casa. Somos uma empresa de saúde mental. Faz todo o sentido criar um espaço para que cada colaborador possa cuidar de si, recarregar as energias e olhar para as próprias necessidades, diz Alba Eiras, diretora de Pessoas e Comunicação da Lundbeck Brasil.
Um Dia de Folga que Não Resolve Sozinho
Para a executiva, o cuidado com a saúde mental precisa funcionar como responsabilidade permanente, e não como campanha de conscientização com data marcada para acabar. A pausa desta sexta-feira é a parte mais visível de uma estrutura montada ao longo dos anos. A Lundbeck oferece programa de apoio psicológico, assistência financeira e jurídica, telemedicina, incentivo à atividade física e ações de qualidade de vida.
Uma Estrutura que Cuida do Bem-Estar
Além disso, a empresa adota jornada flexível e modelo híbrido, além de políticas voltadas ao desenvolvimento profissional. A proposta é cobrir o bem-estar físico, emocional, social e financeiro dos funcionários. O movimento acompanha uma mudança no mercado de trabalho. Benefícios ligados ao chamado salário emocional, conceito que reúne reconhecimento, propósito, flexibilidade, desenvolvimento e qualidade de vida, ganharam peso na decisão de quem escolhe onde trabalhar.
Engajamento como Consequência
Na avaliação de Alba, o retorno do investimento em saúde mental aparece na cultura da empresa antes de aparecer nos números. O resultado vem porque as pessoas estão envolvidas e comprometidas. Quando a organização demonstra esse cuidado de forma genuína, o engajamento cresce naturalmente, diz.
Uma Mudança no Mercado de Trabalho
Na Lundbeck, cabe aos gestores entender as particularidades de cada pessoa da equipe. Não acreditamos que exista uma separação entre a pessoa que trabalha e a pessoa que vive. Somos indivíduos completos, com histórias, desafios e necessidades diferentes, diz Alba. Nesta sexta-feira, ao menos, as duas tiraram o dia de folga.